OS DANOS À SAÚDE PELO CARVÃO MINA GUAÍBA

Coloca em risco a nossa saúde a proposta de instalação da Mina Guaíba, próxima ao Jacuí, com previsível contaminação da água e do ar da bacia do Guaíba, onde vive cerca de 40% da população gaúcha.

 

METAIS PESADOS

A mineradora apresentou EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) com mais de 6 mil páginas contendo muitas informações vagas e falta de informações como a própria composição do carvão a ser explorado, dado importante pelos elementos de alta toxicidade. A extração do carvão mineral e seu beneficiamento produz uma variedade de metais pesados como Mercúrio, Chumbo, Cádmio, Cromo, Zinco, Cobre, Níquel e Arsênio.

 

REJEITOS NA ÁGUA E POEIRA DE CARVÃO NO AR

Em audiência realizada no Ministério Público do Rio Grande do Sul, especialistas do Instituto de Geociências da UFRGS demonstraram não ser verdadeira a alegação da mineradora de que os rejeitos ficarão sob uma “barreira impermeável” após enterrados e que estes irão contaminar os lençóis freáticos que se comunicam com a bacia do Guaíba.

Além disso, a água das chuvas que cair ao solo contaminada pela poeira será desviada para o próprio Jacuí e a poeira de carvão, levado pelos ventos da região, afetará além da água também o ar da região metropolitana.

Os danos resultam dos metais na água e da contaminação do ar, de uma série de elementos cancerígenos, geradores de tumores, doenças gastrointestinais, pulmonares, alérgicas e autoimunes. Essa contaminação não será um “acidente” da mineração, mas sim a decorrência da Mina Guaíba tal como projetada.

 

GOVERNO DO ESTADO

O Governador enviou projeto à Assembleia que desmonta o Código Ambiental do RS, chegando a propor o auto licenciamento, ou seja, das empresas assumirem compromissos que se não forem cumpridos somente serão fiscalizados após já terem produzido danos.

 

SÃO ENGANOSOS SUPOSTOS GANHOS ECONÔMICOS

Além de afetar a saúde, afeta o turismo com a contaminação do Guaíba – nosso cartão postal, nosso local de lazer, a “alma” da cidade. Após duas a três décadas de exploração, que pode inviabilizar o abastecimento de água da metade do RS, ficará ainda o ônus de manutenção dos rejeitos a cargo do Estado, onerando as futuras gerações.

 

LIMINAR SUSPENDE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

A Justiça Federal em Porto Alegre determinou a suspensão imediata do processo de licenciamento ambiental do projeto Mina Guaíba devido à omissão da Copelmi e da Fepam, que não comunicaram a Funai a existência de comunidades indígenas na área impactada pelo projeto. A liminar será mantida até a manifestação da Funai. Se instalada a Mina Guaíba, será um verdadeiro desastre colocando em risco a vida de mais de 4,5 milhões de pessoas que ficarão expostas pelos materiais cancerígenos liberados pela exploração do carvão.

Por nossa saúde e nosso futuro, diga NÃO À MINA GUAÍBA!

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